Tecnologia

Filtros-bolha: Saiba o que o Google e o Facebook estão escondendo de você

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Calma. Não se trata de uma daquelas teorias de conspiração, mas, de fato, sites como Google e Facebook andam nos escondendo coisas. A sério. Eli Pariser, web ativista e autor do livro “The Filter Bubble – What the Internet is Hiding From You”, aponta (e critica) o modo de funcionamento de mecanismos de pesquisa online que personalizam os resultados e que, na visão dele, contribuem para o estreitamento de nossa visão de mundo.

Em palestra na conferência anual do TED (organização sem fins lucrativos que visa a divulgação de ideias), o web ativista explica que, ao pesquisarem sobre o mesmo assunto  no Google (ele usa como exemplo a palavra Egito), dois usuários diferentes receberão resultados distintos. Sabe aquela história de pagerank, SEO e todo tipo de técnica que teoricamente faria seu site aparecer primeiro nas pesquisas? Esqueça. Agora os resultados dependem do histórico de cliques de cada usuário, seu perfil, sua localização, entre muitos outros fatores. Seria ótimo se isso não acabasse nos escondendo informações importantes. No exemplo dado por Pariser, um usuário recebe links relacionados à situação política do Egito (que era o assunto em pauta na época) e o outro apenas conteúdo relacionado a turismo.

Pariser argumenta que, à medida em que empresas da Web se esforçam para fornecer serviços sob medida para nossos gostos pessoais (incluindo notícias, anúncios e resultados de pesquisa), acontece uma perigosa conseqüência: Caímos na cilada dos “filtros-bolha” e não somos expostos à informações que poderiam desafiar ou ampliar nossa visão de mundo. O ativista defende que isso pode se tornar ruim para a democracia à longo prazo.

Claro que a busca costumizada tem a vantagem de peneirar a informação e, portanto, tornar a pesquisa mais eficiente do ponto de vista da relevância. O problema é quando isso acontece “pelas costas” do usuário – não tem como percebermos estes filtros e muito menos como sabermos qual informação está sendo deixada de fora. O argumento de que “o usuário tem que aprender a pesquisar” se torna inválido à medida em que tais mecanismos utilizam outros parâmetros de pesquisa que não são aqueles escolhidos por nós.

O que é visto, à princípio, como uma vantagem (uma internet personalizada), acaba se tornando (mesmo que de forma não intencional) uma influência negativa em nossas relações e habilidades sociais. A rede mundial de computadores (e agora também gadgets, celulares e quem sabe futuramente até máquinas de lavar), que é vista como algo que tende a expandir nossos horizontes, pode, justamente, nos tornar cada vez mais limitados e fechados em nosso mundo: O perigo é que, com o tempo, as pessoas não sejam mais expostas a nenhum ponto de vista diferente do seu.

Assista a palestra completa, com legendas em português, abaixo.

 

 

Fonte: www.ted.com

Apple passa a vender iPhone desbloqueado no Brasil.

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Novidade foi anunciada no site brasileiro da Apple Store.

Uma novidade na Apple Store brasileira pegou muita gente de surpresa essa semana: Na página em que a empresa anuncia o iPhone 4S, disponível a partir de 16 de dezembro, vemos também o anúncio do iPhone 3GS e do iPhone 4, agora desbloqueados – isto é, sem a necessidade de contrato com uma operadora. A empresa salienta, contudo, que o aparelho pode ser adquirido a preços mais baixos junto às operadoras, com planos de voz e dados.

Ainda não foram divulgados os valores, mas é sabido que os planos de fidelidade das operadoras subsidiam os aparelhos, o que os torna, na verdade, mais caros que os modelos desbloqueados – O pequeno aviso da Apple quanto ao valor dos aparelhos não deve passar de diplomacia, portanto. A boa notícia mesmo é que os consumidores brasileiros devem poder contar com a garantia internacional que acompanha todos os produtos comprados na loja online da Apple.

É a primeira vez que a companhia vende seus smartphones diretamente aos consumidores brasileiros. Nota-se, portanto, que a gigante dos computadores e gadgets está de olho no mercado brasileiro. Recentemente a Apple firmou contrato para fabricação do iPad no país. Há, ainda, rumores de que a iTunes Store estaria pronta para comercializar conteúdo nacional dentro dos próximos dias.

Fontes: Link (Estadão), Techtudo e Tecnoblog.

Potencializando a “vaquinha” no Brasil

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Iniciativas estimulam e financiam projetos culturais com captação de recursos por meio de investimento coletivo

Vamos supor que esteja em seus planos desenvolver um projeto bacana em algum seguimento cultural, como teatro, literatura, arte, música, tecnologia… Mas você não conta com recursos nem patrocínio para dar conta dele. Só boa vontade e uma ideia na cabeça. Uma opção é inscrever seu projeto para captação, no Ministério da Cultura – sabendo de antemão que em 2010, entre mais de 40 mil inscrições, menos de 3mil foram concluídos. Difícil, não é mesmo? Mas não desista! Hoje já existe uma alternativa: as redes de investimento coletivo, ou sistema de crowdfunding, que podem viabilizar seus planos através do apoio do público que “comprar” a sua ideia.

 

O site leva o nome de seu mascote, o Sibite, um passarinho pequeno e franzino do Nordeste brasileiro, que por não ter valor comercial, garante sua liberdade – assim como a iniciativa propõe ao seu projeto

Esse é o funcionamento do SIBITE, portal que será oficialmente lançado no final do mês de julho. Ele funcionará em quatro frentes: projeto independente, financiamento, rede social e informação. Trocando em miúdos, é mais ou menos o seguinte: o idealizador produz um vídeo expondo a sua ideia e publica no site, estabelecendo sua cota e o que os investidores deverão ganhar em contrapartida – esse investimento pode ser de um a mil reais (R$ 1,00 a R$ 1000,00), sendo que o retorno para o investidor deve ser proporcional à sua colaboração. Assim, o consumidor, que vai poder acompanhar todo o processo, torna-se parte da produção e a divulgação cresce, através da própria rede, como um viral. Logo que o valor integral requerido for atingido, o idealizador poderá finalmente viabilizar seu projeto!

A ideia é tornar visível a arte independente e deixar que o próprio público selecione o que ele quer que seja realizado. Assim, a construção da cena cultural torna-se mais democrática, interativa e interessante, uma vez que é possível contribuir e opinar sobre aquilo que gostaria que saísse do campo das ideias. Se a desconfiança por contribuir com um projeto desconhecido ainda for grande, vale à pena saber que profissionais reconhecidos e com destaque na mídia estão apadrinhando a iniciativa – como Cissa Guimarães, Leandra Leal, Otto, Bruno Mazzeo, Helio de La Peña e outros.

O show de Darwin Deez no Circo Voador é o próximo organizado pelo Queremos, no dia 2 de julho. O pôster é de João Simi.

Outros projetos no mesmo molde já foram desenvolvidos de forma independente e com sucesso no país. É o caso do Queremos, iniciativa que surgiu do interesse de trazer ao Rio de Janeiro uma série de shows internacionais que viriam ao Brasil, mas não à cidade – como foi o caso de Miike Snow, Belle & Sebatian, Mayer Hawthorne, Two Door Cinema Club, Vampire Weekend e LCD Soundsystem. No caso do Queremos, o público interessado compartilha os custos de produção e é reembolsado proporcionalmente ao retorno obtido com a venda da bilheteria convencional, podendo inclusive receber de volta o valor integral investido. Quem comprou o ingresso reembolsável dos shows citados acima, por exemplo, assistiu a eles de graça!

Até A Banda Mais Bonita da Cidade, que estourou na Internet com o hit fofucho-repetitivo-chiclete “Oração”, também entrou na onda do crowdfunding para gravar seu primeiro CD. Através do site Catarse, pretende arrecadar a quantia de quatro mil reais por cada uma de suas músicas. Apenas as que atingirem a cota até o prazo final – que termina em quatro dias – serão gravadas. Quatro de 12 canções já atingiram o valor total – “Nunca”, “Canção pra não voltar”, “Ótima” e, é claro, “Meu amor essa é a última oração pra salvar seu coração. Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa: cabe o meu amor! Cabem três vidas inteiras…Cabe uma penteadeira.Cabe nós dois…Cabe até o meu amor, essa é a última oração…”

 

A Banda Mais Bonita da Cidade e seus colaboradores reunidos no clipe de “Oração”

Você tem alguma ideia bacana que gostaria de colocar em prática e se entusiasmou com essa possibilidade? Conta pra gente!

(Com informações da Assessoria do SIBITE. Agradecimento: Lidy Marx)

 

O lado “Software Livre” da Força…

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Esse não é mais um post sobre a guerra Windows x Linux

 

Eu ja estive do lado Windows da força e sei bem como é, nós estamos confortaveis aonde estamos e temos um medo bem grande da mudança, ainda mais quando se trata de computadores.

Seus problemas não acabaram, mas vai uma dica!

Muitos de nós usamos, ou usavamos, Windows pirata, licenças piratas e entupiamos os nossos PCs de virus para que pudessemos nos livrar daquela estrelinha maldita que dizia que você poderia ter sido vitima de pirataria.

Vai dizer que você não lembra?

Pois é, mas falando sério, sério mesmo, mesmo aquilo sendo um saco, não da pra dizer que a Microsoft estava errada, afinal quem estava usando algo sem pagar era você.

Mas o pior, pior mesmo é que quando você comprava. Você pegava um sistema com milhoes de falhas de segurança. Graficamente muito bonito e popular, mas extremamente perigoso tanto para o usuário como para si próprio.

A nem tão famosa distribuição linux brasileira

O primeiro da minha casa a se rebelar contra o velho Windows foi o meu pai, que primeiro usou o Kurumin (uma distribuição Linux brasileira) e depois instalou o Ubuntu (que é a distribuição mais badalada dos Linux). Meu primeiro contato foi aí. Confesso que de primeira torci um pouco o nariz, e minha curiosidade foi inibida pela minha preguiça.

A disto mais badalada desse mundo OpenSource

De fato, na epoca o grafico deles não era algo tão bonito quanto qualquer Windows XP, e os gerenciadores graficos eram bem instáveis ainda. Mas de uns anos pra cá, as coisas mudaram muito e por um acaso, na faculdade, acabei precisando fazer um trabalho cujo eu precisaria instalar uma distribuição que eu até então nunca tinha ouvido falar, o Fedora. Eu lembro que acabei testando o Mandriva nessa epoca também, mas nada foi semelhante ao Fedora, foi paixão a primeira compilada! Foi e sempre será minha distribuição preferida. E isso, minhas amigas, é semelhante a religião, futebol e politica, se discutir da até morte!

Não é a mais badalada, mas é minha preferida!

Enfim, vou tratar um pouco de história, de maneira bem rapida porque o post ja está bem grande para o meu gosto.

O Linux foi desenvolvido por um finlandes chamado Linus Torvalds, como hoje em dia as distribuições Linux são baseadas em outras distribuições, o Linux também foi baseado em um outro sistema, o Minix, que por sua vez foi baseado no Unix e pra fechar, o Unix veio do Multix, que tinha a ideia de ser algo realmente grande.
Veja como o senso de humor dos programadores é excelente, também não dá para deixar de notar que eles são bons com nomes, não é?

É uma disto bem estranha, uso no netbook

Oficialmente o Linux surgiu em 1991 e é OpenSource (Código Aberto) até hoje, para quem quiser baixar, copiar, modificar..

Algumas empresas investiram no Linux fortemente, e então algumas distribuições para servidores surgiram e deram origem a outras e mais outras infindáveis distribuições. Exemplos disso são o Red Hat e o Debian, que deram origem respectivamente ao Fedora e Ubuntu. Mas não param por aí, essas distriobuições tem netos, tios, sobrinhos, irmãos, praticamente uma familia Linux.

Linus Torvalds, o cara.

Bom, muito provavelmente não vou convencer muita gente, mas o que vier é lucro, afinal no inicio é assustador, depois passa a ser apaixonante! Hoje em dia as distribuições mais famosas estão bem simples de mexer, bem estaveis e bem bonitas (pra nenhum Windows botar defeito), quem tiver um pouco de tempo, vontade de ser livre e disposição para olhar o google, sempre que precisar, o Linux pode ser o que você está procurando.

Vale lembrar também que se fosse por primeira impressão, eu jamais teria vindo gostar do Linux, então abra sua mente e de uma segunda chance ao pinguim!

Alguns links interessantes:

Viva o Linux
Linux (Wikipedia)
Linux (Ingles)
GNU (GNU is Not Unix) (outro trocadilho excelente)
Ubuntu BR
Fedora Project

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