FBI fecha Megauplad e prende funcionários
Serviço de compartilhamento de arquivos é acusado de apoiar e incentivar a pirataria
O Megaupload, um dos maiores serviços de compartilhamento de arquivo, foi fechado pelo FBI (e eles nem precisaram da SOPA!). O site é acusado por detentores de direitos autorais de provocar $500 milhões de dólares em prejuízos à indústria de entretenimento por hospedar material ilegal. Até agora sete funcionários do site foram presos (4 deles na Nova Zelândia!). Detalhe: os servidores do Megaupload estão localizados em Hong Kong.
A ação aconteceu um dia depois de o projeto de lei de combate à pirataria online (SOPA) ter sido alvo de críticas e protestos. Estima-se que dez mil sites no mundo todo tenham aderido ao blackout do dia 18 de janeiro, liderado pela Wikipedia, em alerta aos riscos que a nova lei pode trazer para as liberdades individuais e à estrutura da internet.
Porém, o Megaupload já vem lutando contra acusações do tipo há algum tempo. Recentemente o site comprou briga com a Universal Music após divulgar um video em que artistas como Kanye West, Will.I.Am, Snoop Dogg e Alicia Keys (sendo esta esposa do CEO do site, o rapper Swizz Beatz) se declaravam usuários do serviço. Veja o video abaixo (que havia sido retirado do youtube anteriormente devido a ação movida pela Universal).
Embora qualquer tipo de arquivo possa ser hospedado no Megaupload e seja impossível verificar se cada conteúdo enviado pelos usuários é protegido, o serviço é apontado pela Recording Industry Association of America (RIAA) e pela Motion Picture Association of America (MPAA) como um apoiador e incentivador da pirataria. Em um comunicado disponível no site antes de seu fechamento, o MegaUpload reconhece que alguns criticam suas práticas, mas “o fato é que a grande maioria do tráfego do Mega é legítimo, e estamos aqui para ficar”. Já seus acusadores se referem à empresa como ”uma organização criminosa internacional cujos membros estão envolvidos em violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro em grande escala”.
Com informações do Gizmodo e Wall Street Journal
